Data da Notícia: 
16/11/2019 - 15:00
 
No dia 16 de novembro de 2018, as nove associações do Conselho Empresarial da Região de Aveiro (CER-Aveiro) assinaram, em sessão pública, o “Pacto para a Atratividade da Região de Aveiro”. Este Pacto é uma afirmação do associativismo empresarial, que mais uma vez assumiu as suas responsabilidades estratégicas regionais, fundamentando este seu entendimento num trabalho prévio de auscultação, junto de diversos atores do nosso território. 
 
O Pacto alerta-nos para o “desafio global de ajustamento da procura e oferta do mercado de trabalho”, reafirmando o impacto negativo que a escassez de pessoas (em particular mão-de-obra qualificada, mas o fenómeno é generalizado) tem na “evolução do investimento, da produtividade e da competitividade das empresas em geral e na Região de Aveiro em particular”. 
 
Assume-se como um projeto coletivo, porque “trabalhar em novas competências e talentos, como fator de mudança, é um tema complexo e com várias vertentes, devendo ser equacionado com a participação de todos os atores relevantes, maximizando a eficácia e evitando soluções pontuais e o desperdício de recursos humanos e materiais”. Não nos indica a solução concreta, porque essa resulta precisamente desse esforço conjunto, mas as ferramentas de trabalho estão ao dispor e incluem os mecanismos de capacitação, a multidisciplinaridade e as estratégias de eficiência coletiva.
 
Reconhece, sem preconceitos, que “a Região de Aveiro apresenta condições para se poder afirmar como um território atrativo para empresas e pessoas”, mas também assume, tendo em conta questões demográficas e alterações de padrões de comportamento de uma geração “nómada”, que os fatores de atratividade da região, “per se, não são suficientes para competir com outras cidades e regiões”. A argumentação recentra os fatores associados à qualidade de vida, referenciando questões incontornáveis como a “qualidade habitacional e de espaço público, a mobilidade, a oferta cultural, a oferta de serviços, a segurança ou o estilo de vida”. Exige planeamento.
 
Procura o conhecimento da realidade regional e sugere a adaptação de “modelos formativos, tradicionais ou novos”. Aborda o marketing do território, propondo uma “estratégia que evidencie e potencie a temática da qualidade de vida na narrativa da comunicação da Região de Aveiro, ajudando à fixação de famílias”. Reter e atrair, respeitando expetativas e articulando as respostas, com base numa comunicação e promoção “capaz de agregar a realidade regional em infraestruturas existentes, redes colaborativas e de serviços, necessidades e oportunidades”. 
 
Esta é visão das associações do CER-Aveiro e é com base neste instrumento que se comprometem a trabalhar, participando em processos de concertação, desenvolvendo esforços para mitigar as necessidades identificadas, providenciando informação sobre infraestruturas e serviços regionais numa ótica de planeamento territorial e adotando “padrões de comunicação que promovam as potencialidades da região, num equilíbrio dinâmico de atratividade de empresas e recursos humanos, bem como possibilitando o conhecimento interno e externo de produtos e competências regionais, contribuindo assim para um aumento do sentimento positivo de pertença regional”.
 
Vejo neste consenso um marco. Sinaliza um cruzamento de diferentes caminhos, daqueles que têm pensado e agido, individual ou coletivamente, formal ou informalmente, em prol da atratividade da região de Aveiro. É sobretudo um convite, avançando e exigindo-nos ação, porque disso vai depender o nosso futuro. 
 
Rui Lopes
Presidente da Direção da Inova-Ria